TOPONIMIA:  RELAÇÃO DOS LOGRADOUROS ( + )

 A TOPONÍMIA GEOGRÁFICA

             Morfologia:

Da chã sedimentar alongada entre o mar e a montanha concordante, resultaram: os diversos casos de Veiga, Chão, talvez Chuço; alguns dos casos de Prados; Ribeira, insuas e mesmo Gandra. Os declives exprimem-se em Baixa Vertente (Baixa da Vertente), Combadela, Couzelo, casos de Costa, Porto do Rio. Esses declives até às alturas e estas mesmas: Bico, Caniço do Monte, Cima de Campos, Coroa, Cotou (Cotô), Cotinho, Lumbo, Monte de Paçô, Outeiro, Pousadouro, Nornvel, na chã da beira-mar, Montedor = Monte de Or.


Num ponto de vista quase apenas topográfico: os topónimos prepositivos, com “sô” (< sub), como Samoa, Secoto, Sua Vila (nos três casos de Carreço, Montedor e Troviscoso), Sub-Carreira, Sub-Reguengo, Sucampos, Sucurro, Sumarco, ou com “trás”, como Trás-das-Eiras, Trás-insuas; os topónimos adverbiais, como Rego de Baixo e Rego de Cima, Antela de Baixo e Antela de Cima, Bouça Breia de Baixo.


Veiga de Baixo; os topónimos referidos a pontos cardeais, como Bouça de Aguião.
Canteiros do Sul, Quinta do Norte e Quinta do Sul, Rossio do Sul; os topónimos relativos a depressões, como Cova do Cachão, Cova do Vale, Covaionho e Feijó.
A hidrografia é, aqui, ainda mais fraca que em Afife: alguns arrios, geralmente chamados “rio”: Rio, Rio da Lage, Costa do Rio, Porto do Rio; Agua de Couros; Fontainha e Fontela; alguns casos de Fonte; Regueirinho; Lagoa; Xurra.
Quanto à geologia: Barreira e Barreirinhas; Barro e Barroca (este também hidrográfico, temporariamente); Borneiras, Canteiros, Frelhada, Lage Negra, Laginha e Lqjão; Pedras, Pedrão, Pedralha e Pedrões; Rocha, Rodos (Ródãos); Seixinho; e talvez Vidreiros e Xurra; e ainda Pereirada.

 

              Biologia:


A fauna tem impressivas expressões: Gatinhal e Gatiheiras; Leboreiro; Lobagada; Porqueira; Perdigueiro e Garralheira.


A vegetação natural representa-se em Alhada e Alhais, Azedal, Cangorsas, Caniço, Carreço, Carvalhal, Espinhal, Felgueira, Fial, talvez Gavinha, Junqueira, Loureiro, Salgueiro e Salgueiral, Saramagosa. Silvares, Silvareira e Silvosa, Troviscoso; e ainda Castanheira, Figueiró, Moreiras, Pessegueiro, em que pode ter intervindo o homen. Ajustemos as associações: Mouta, Prados, Verdelhos, Vinhas (com Vinha Nova).

 

 A TOPONÍMIA HUMANA

A presença do homem primitivo, desde a pré à proto-história. tem aqui, como em Afife. expressões toponímicas de grande relevo arqueológico: edificações dolménicas (Anta e Antela, Veiga da Anta e Veiga da Mamoa; Esmeras da Mamoa; Mamoa e Mamo, Samoa) e edificações castrejas (Alto do Crasto, Crastos Velhos, Crestos, Coroa). Ajuntem-se Cova da Moura, Cova dos Mouros.


 Seguem-se as expressões de villae com origem na romanização e de matriz castreja démica, pelo menos em parte: Ferjufe (“villa” Frojulfi), Montedor = Monte de Or (“villa” Odorii), Resende (“villa” Redisindi). Teimonde (“villa” Teodemundi).
 Do período da Reconquista, na maior parte (portanto, anteriormente à Nacionalidade):
 – Organizações demo-agrárias novas: as “villas” Carreço , Or e Troviscoso;
 – Trabalhos agrícolas: Cachada; os casos de Campo e Campelo e Campelinhos; Corte, Cortinhas de Marcos e Cortinhal; Leiras Novas; Unhares, Nateiro, Pedaço, Roteia, Seara, Verdelhos; Vinhas e Vinha Nova; os casos de Quinta; de Lamas (L. de Carreço, L. de Montedor) e de Sortes (S. de Montedor e S. de Paçô); Valadouro.
 – Fertilização e irrigação; Cachada, Cale, os diversos casos de Fonte, os de Rio e Rego; Agua de Coiros.


 – Actividades e instituições de utilidade pública (materiais e espirituais): casos de Fonte e de Rego; Adro; Breia; Cale; Cruz e Cruzeiro; Enxidos; Estrada; Malhadeira, Telheiras, Pousadouro; os casos de Moinho; e ainda São Pedro e São Sebastião (a juntar Senhor da Prisão e Santo da Légua); e ainda Sortes (de Paçô e de Montedor).
 – Pecuária: Boegas, Bouça Taurinha, Bustelo, casos de Prados e de Veiga, Sucurro.
 – Matos e lenhas: os casos de Bouça, Carvalhal, Espinhal, Matinho e Mouta, Pinheiro, Rossio.
 – Actividades artesanais: Bouça Marinha, Chainhas (Sainhas); Salinas, os casos de Moinho, Telheiras, Pelamo e Auga de Coiros; talvez Vidreiros.
 – Instituições: as “Villas” (Carreço, Or e Troviscoso), pela expressão “Sua Vila” = Su a Vila; Ingueiro e Badengo, Reguengo, Malhão, Paçô, Passa I , Partilhas e Sortes, Tomada.
 – Vias e acessos: Breia, Carreiro da Estrada, Entre Carreiras, Estrada, Lumiar, Pousadouro, Rua.


 – Proprietários medievais: Balteiro, Cadinho, Bouça de Ema, Esmeras, Morgado, Muço, João Pires; e talvez Calvo e Catorroio.

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jfcarreco@sapo.pt
 
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